July 2012
Exit Music (For A Film)
Radiohead
Radiohead - Exit Music (For A Film)
June 2012
“Resolvi aceitar algumas coisas da vida, sem dor. Ninguém vai ser como você sonha, não espere consideração nem que os outros façam o que você faria. Não espere que valorizem seu esforço. Não espere que lhe ofereçam a mão. Apenas viva. Aceite que é preciso deixar o orgulho de lado e dizer preciso-de-você-agora. É preciso entender que o outro é diferente e de vez em quando ele vai lhe magoar (e você precisa lidar com isso, senão vive só). Não espere compreensão. Não espere que a vida seja fácil. Nem sempre ela é. Não espere para viver, tem coisa que não volta.”
—(Clarissa Corrêa)
“Tragam-me esquecimento em travessas!
Quero comer o abandono da vida!
Quero perder o hábito de gritar para dentro.
Arre, já basta! Não sei o quê. mas já basta…
Então viver amanhã, hein?… E o que se faz de hoje?
Viver amanhã por ter adiado hoje?
Comprei por acaso um bilhete para esse espectáculo?
Que gargalhadas daria quem pudesse rir!
E agora aparece o eléctrico — o de que eu estou à espera —
Antes fosse outro… Ter de subir já!
Ninguém me obriga, mas deixai-o passar, porquê?
Só deixando passar todos, e a mim mesmo, e à vida…
Que náusea no estômago real que é a alma consciente!
Que sono bom o ser outra pessoa qualquer…
Já compreendo porque é que as crianças querem ser guarda-freios…
Não, não compreendo nada…
Tarde de azul e ouro, alegria das gentes, olhos claros da vida…” —
Quero comer o abandono da vida!
Quero perder o hábito de gritar para dentro.
Arre, já basta! Não sei o quê. mas já basta…
Então viver amanhã, hein?… E o que se faz de hoje?
Viver amanhã por ter adiado hoje?
Comprei por acaso um bilhete para esse espectáculo?
Que gargalhadas daria quem pudesse rir!
E agora aparece o eléctrico — o de que eu estou à espera —
Antes fosse outro… Ter de subir já!
Ninguém me obriga, mas deixai-o passar, porquê?
Só deixando passar todos, e a mim mesmo, e à vida…
Que náusea no estômago real que é a alma consciente!
Que sono bom o ser outra pessoa qualquer…
Já compreendo porque é que as crianças querem ser guarda-freios…
Não, não compreendo nada…
Tarde de azul e ouro, alegria das gentes, olhos claros da vida…” —
Álvaro de Campos [28-5-1930]
“Eu era mais romântica, eu não era assim, mas ai veio a vida e, bom, acho que vocês sabem.”
— Anne
“A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?”
—Caio Fernando Abreu (via verborragias)
“Beijo pouco, falo menos ainda
Mas invento palavras
que traduzem a ternura mais funda
e mais cotidiana
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar
Intransitivo:
Teadoro, Teodora” —Manuel Bandeira
Mas invento palavras
que traduzem a ternura mais funda
e mais cotidiana
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar
Intransitivo:
Teadoro, Teodora” —Manuel Bandeira
“Sobre estar só, eu sei.”
—Los Hermanos, Dois Barcos (via re-acreditaar)